domingo, 3 de junho de 2012

Intervalo

Dentre os velhos ventos
frios da manhã
e os prantos,
gritos,
cantos,
novos,
gélidos do fim da tarde
por enquanto
envolto aos planos
encontro meu encanto
em intervalo

A mente mente paralelamente
em egocêntrico momento
do quase sempre
altruísta elemento
que isento de lamentos
busca paz.
Solidão
e nada mais.

Dentre as dores de mim ontem
e as cores,
flores
e amores
quase sempre
sem controle de outrora,
vagueio encanto
enquanto canto
devaneios
no intervalo.

O mundo imundo muda
e brinca de ser Sol
e finge que é surdo
num silêncio uniforme
que envolve esta canção

Mas o sino soa.

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