quarta-feira, 27 de junho de 2012

Três Versões


#1
Não quero mais deixar que se aproximem. Também não estou aqui pra me aproximar. Não vou mais esbarrar meu ego em outras mentes, nem vou mais entregar o que eu tenho de mais precioso, assim, tão facilmente. Não vou mais me abrir, não vou mais compartilhar, compactuar ou ofertar minha alma pra ninguém, não enquanto eu conseguir evitar! E isso não quer dizer que deixarei de lutar: nasci vermelho, cresci em embates, uso Linux!... Só quero dizer que estou fechado para balanço: Ninguém mais me balançará, pelo menos enquanto eu conseguir evitar! Pode-te pensar o que quiser: pense que estou louco, pense que estou bravo, pense que é rancor, dor, amargura, pense o que quiser! Pode até pensar que agora sou do mundo... Não é o que todos dizem? “Agora ele é do mundo!”. Só que não: a verdade é que pela primeira vez em muitos anos, serei meu.

#2
Não vou mais juntar tantas estrelas, quando a intenção for entrega-las a um asteroide. Asteroides estão sempre fugindo... Sempre rasgando o universo em alta velocidade, alta voracidade, alta. Nunca param por aqui. Nunca param. Nunca. Mas e agora? O que farei com todas as estrelas que juntei? Enfiá-la-eis no cu? – Não! Deixareis de herança para o próximo asteroide. Mas será apenas um aluguel, um empréstimo, um improviso. Essas estrelas são minhas agora e apesar de compartilhar todo esse brilho, em seus núcleos ninguém mais irá queimar. Apenas eu.

#3
Não posso mais deixar a porta aberta. Consegue entrar pela janela?

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