sábado, 6 de maio de 2017

Uma Breve Análise Sobre Todas as Redes

Perdemos o direito de ser diferentes, perdemos a ponta dos dedos, um pouco dos dentes, perdemos as horas, as cabeças, as razões, perdemos o que temos, literalmente. Perdemos o direito de ser da esquerda, perdemos os talheres, perdemos os caracteres, perdemos a noção do espaço que ocupam as emendas e nos campos, quase que de batalha, voltando à era feudal, os homens tem perdido suas rendas. O crack da bolsa, nas bolsas, nas ruas; Transeuntes atropelam gente nua nas calçadas diante do calor congelante do inverno paulistano - e ninguém dá a mínima quando as solas de cada sapato executivo estão sempre prestes a rasgar. 7 bilhões e 300 milhões de pessoas que se sentem só, com os fios presos aos ouvidos ligados às 220 fontes de entretenimento e cultura falsificada, nas massas das redes sociais, plásticas, que sustentam nossas fugas de nós mesmos e também de uns dos outros. É proibido andar na rua, já passou das 23h; Esperamos sempre pela luz no fim dos túneis do metrô, mas quando o mesmo sai do túnel precisa rapidamente voltar para a ríspida escuridão subterrânea pois o sistema nunca pode parar. Poderosos links nas nuvens tecem a rede mais veloz do mundo, cujo um único rompimento pode custar bilhões por segundo. É meu dever protegê-las. Um cão de guarda trajando sport chique. Mas do 6º andar, invejo os pássaros, como um cão qualquer.

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